Um dos sentimentos novos pós mudança é a preocupação quando alguém lá de Fortaleza tá doente.
Fora meus pais, irmãos, etc, nessa minha idade - tá, ainda não sou tão velha assim, tenho 26 - ainda tenho a sorte de ter um avô materno e uma avó paterna, ambos na casa dos 80.
E na mesma semana (semana passada), um levou uma queda no banheiro (nada demais, só um corte pequeno no dedo) e a outra (aquela que faz caça-palavra) teve um AVC isquêmico.
As sequelas foram pequenas, ainda bem, mas a sensação de estar do outro lado do país é frustrante. Não poder ver, abraçar, falar, averiguar a situação pessoalmente é terrível.
Quando a minha outra avó faleceu, ano passado, eu ainda estava em Fortaleza, mas o husband já estava morando em Osacity, e estava no interior de São Paulo, viajando a trabalho, e sequer pode ir ao enterro.
Quando os nossos sobrinhos e afilhados ficam doentes (o mais novinho teve uma pneumonia mês passado, uma agonia só...), a gente também fica aflito, querendo notícia... Além disso, nunca sabe se estão contando tudo ou aliviando um pouco pra nos poupar...
E nessas horas a saudade aperta, sabe? Você percebe, com o perdão do clichê, a vulnerabilidade da vida.
Outro dia, um senhor veio consertar o fogão daqui de casa, que desde que a gente tinha comprado tinha problema no forno (isso já fazia quatro meses). Já tinham vindo outros técnicos, consertado outros problemas, etc, e nada resolvia. Resumindo, aquela já era a quarta visita. O homem trocou o acendedor do forno, inteiro, colocou um novo, e não funcionou. Sabe o que ele disse? Que o acendedor estava ok, mas infelizmente a válvula do gás tinha quebrado. Quando eu falei que era muita coincidência, ele falou o seguinte: "Ô Dona, isso aqui é igual à gente, igualzim uma pessoa: nós tá aqui bonzim, de repente, puff".
Eu posso com uma dessas?
Agora é sério...
Todo dia, simplesmente TO-DO dia eu ligo lá pra casa (obrigada, operadoras de celular que fazem promoções maravihosas!!!). É um jeito de tentar diminuir a distância.
Enfim, como é que a gente faz pra se preocupar menos, hein?
---xxx---
Sei que às vezes uso palavras repetidas,
Mas quais são as palavras que nunca são ditas?
São as nossas escolhas que revelam o que realmente somos, muito mais do que as nossas qualidades.
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segunda-feira, 18 de abril de 2011
sábado, 27 de novembro de 2010
Faltam 11 dias!
Quando eu te encontrar
Biquini Cavadão
Eu já sei o que os meus olhos vão querer
Quando eu te encontrar
Impedidos de te ver
Vão querer chorar
Um riso incontido
Perdido em algum lugar
Felicidade que transborda
Parece não querer parar
Não quer parar
Não vai parar
Eu já sei o que meus lábios, vão querer
Quando eu te encontrar
Molhados de prazer
Vão querer beijar
E o que na vida não se cansa
De se apresentar
Por ser lugar comum
Deixamos de extravasar
De demonstrar
Mas nunca me disseram o que devo fazer
Quando a saudade acorda a beleza que faz sofrer
Nunca me disseram como devo proceder
Chorar, beijar, te abraçar
'É isso que quero fazer
Isso que quero dizer
Eu já sei o que os meus braços vão querer
Quando eu te encontrar
Na forma de um C
Vão te abraçar
Um abraço apertado
Pra você não escapar
Se você foge me faz crer
Que o mundo pode acabar0
Vai acabar...
Biquini Cavadão
Eu já sei o que os meus olhos vão querer
Quando eu te encontrar
Impedidos de te ver
Vão querer chorar
Um riso incontido
Perdido em algum lugar
Felicidade que transborda
Parece não querer parar
Não quer parar
Não vai parar
Eu já sei o que meus lábios, vão querer
Quando eu te encontrar
Molhados de prazer
Vão querer beijar
E o que na vida não se cansa
De se apresentar
Por ser lugar comum
Deixamos de extravasar
De demonstrar
Mas nunca me disseram o que devo fazer
Quando a saudade acorda a beleza que faz sofrer
Nunca me disseram como devo proceder
Chorar, beijar, te abraçar
'É isso que quero fazer
Isso que quero dizer
Eu já sei o que os meus braços vão querer
Quando eu te encontrar
Na forma de um C
Vão te abraçar
Um abraço apertado
Pra você não escapar
Se você foge me faz crer
Que o mundo pode acabar0
Vai acabar...
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
A pior hora do dia
Pronto!
Essa é a hora que a saudade dói, que me dá um nó na garganta, que a solidão me massacra. Não pensei nunca que seria tão ruim assim.
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